Tendência mundial, coliving prega nova forma de morar. Veja dicas para começar o seu!

Morar sozinho é uma opção cada vez mais cara, e, consequentemente, inviável para muitas
pessoas. Em algumas cidades, o problema é tão grande que faz com que os habitantes se
mudem para localidades vizinhas: basta dar uma olhada na evolução dos preços de
apartamentos para alugar em Curitiba, Florianópolis e São Paulo para entender
a dimensão do problema!

Para solucionar a questão, grupos de pessoas resgataram uma ideia criada na Dinamarca,
na década de 1970: o coliving, também conhecido como cohousing.

O que é coliving?

O coliving é um conceito muito semelhante ao do coworking, os locais onde pessoas podem
dividir o espaço de trabalho com outras, o que traz uma redução dos custos e uma maior
troca de ideias e experiências entre os usuários. Neste caso, o que é compartilhado é a
moradia, assim como os deveres, direitos e experiências a ela ligados.

Nestes espaços, cada morador tem seu espaço privado. Entretanto, o uso e as
responsabilidades relativas às áreas comuns são compartilhadas. Assim, a limpeza e a
manutenção do local, bem como os custos e o comprometimento com o controle das
despesas, ficam a cargo de todos, no regime que os moradores definirem.

Como surgiu o coliving?

A chamada economia do compartilhamento é uma forte tendência, que tem afetado vários
mercados de alguns anos para cá. Apesar de parecer algo muito moderno, fruto disso, o
coliving não é algo novo: ele existe desde a década de 1970, quando surgiu na Dinamarca.

Foi neste país que foi desenvolvido o primeiro projeto do tipo, chamado Sættedammen. 35
famílias viviam no local, cada uma em sua própria casa, mas compartilhando o uso e o
cuidado com as áreas comuns.

O diferencial é que o foco não era estritamente a redução de despesas: a ideia central por
trás da iniciativa era estimular o convívio entre os vizinhos.

Mas, o coliving não é o mesmo que morar em uma república, ou dividir um
apartamento?

Muitas pessoas, quando saem de suas cidades para estudar, optam por dividir um imóvel
com outros estudantes. São as famosas repúblicas.

Muitas vezes, há confusão entre este conceito e o do coliving: muitas pessoas pensam que,
no fim das contas, ambos são a mesma coisa.

Só que não são! Em uma república, o foco é a redução de despesas. São pessoas que não
dispõem dos recursos para viver sozinhas e optam pelo compartilhamento como uma
maneira de cortar custos: a convivência é mera consequência.

No coliving, é claro que os custos importam, mas eles não são o foco. A ideia das pessoas
que optam por ele é ter uma forma diferente de viver, prezando pelo compartilhamento, pela
sustentabilidade e pela convivência com pessoas de diferentes faixas etárias, etnias e
experiências de vida. É um mais um estilo de vida do que uma estratégia para diminuir
custos.

Quero montar um coliving. Por onde começar?

Em alguns países do exterior, como Estados Unidos e Canadá, há empreendimentos
imobiliários pensados exclusivamente para serem espaços de coliving. Eles são focados
especialmente no público da terceira idade, que costuma ser mais solitário e sofre mais com
as dificuldades de morar sozinhos.

coliving

Entretanto, tais iniciativas ainda dão os primeiros passos no Brasil. Por esta razão, estas
residências são fruto de iniciativas autônomas: várias pessoas que se interessam neste
estilo de vida se juntam, alugam um imóvel comum e fundam um espaço de coliving. Afinal,
casas para alugar em Balneário Camboriú e muitas outras cidades que podem abrigar
tranquilamente um grande grupo de pessoas!

Se interessou por este estilo de vida e quer ter um coliving para chamar de seu? Confira
algumas dicas para começar e aproveitar a experiência ao máximo:

Encontre pessoas que também estejam interessadas no coliving

O compartilhamento é a essência do coliving. Portanto, encontrar pessoas que queiram
embarcar nesta experiência junto com você é o primeiro passo! Converse com conhecidos e
junte-se a grupos sobre o assunto nas redes sociais.

Além disso, esforce-se ao máximo para criar um espaço heterogêneo, com pessoas
diferentes, que possam compartilhar todos os tipos de experiências com você. Lembre-se: o
foco não é o dinheiro, mas um modo de vida diferente e menos individualista!

Escolha um imóvel apropriado para o coliving

Em seguida, é preciso encontrar um imóvel que seja do agrado de todos para abrigar o
espaço de coliving. Um bom site de imóveis é de grande ajuda!

Antes de começar a procura, é importante conversar com os futuros moradores sobre o que
eles esperam do local. O que é primordial? Sala grande? Cozinha bem equipada? Jardim?
Tudo isto deve ficar claro, de modo a evitar atritos antes mesmo de todos viverem
oficialmente juntos.

Definam as regras e as responsabilidades de cada um

As regras são fundamentais em qualquer relação. No coliving, que prega o
compartilhamento igualitário de tudo, elas são ainda mais importantes.

Quais itens serão divididos? A comida será compartilhada ou cada um faz suas compras?
Como vai funcionar o rodízio da limpeza? E a compra dos produtos? Vocês vão contratar
uma diarista?

Tudo isto deve ficar claro e, preferencialmente, documentado. Deste modo, caso vocês
acolham novos moradores, todas as regras e responsabilidades de cada um ficam definidas
desde o início.

Falando nisso, também é importante que os primeiros definam as regras para aceitar novos
companheiros de casa. Será só por recomendação? Deve haver consenso na escolha?
Conversem e definam!

Estabeleçam o que será privado e o que será compartilhado

Por mais que o coliving pregue o compartilhamento, todos os moradores devem ter seus
espaços privados. Portanto, é importante estabelecer o que é do grupo e o que é de cada
morador, de modo a evitar conflitos posteriores.

Tenham um canal de comunicação entre todos os membros

Não é incomum que locais de coliving tenham quadros de mensagens relembrando as
principais regras ou definindo o atual regime de rodízio de limpeza e compras de materiais
de uso comum. Isto porque, como a casa abriga pessoas com rotinas diferentes, é preciso
encontrar uma maneira para que todas estejam cientes do que acontece na casa.

Os grupos de WhatsApp também são uma maneira interessante de fazer isso: é uma forma
mais pontual de comunicação entre os moradores, algo que sempre é bem-vindo. Aproveite
esta ocasião e compartilhe este post em suas redes sociais!

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